“Reflexões”
Desta forma, Paços de Ferreira passará a oferecer aos seus jovens a possibilidade de poderem completar a sua formação académica sem terem de sair da sua terra e cria condições para poder também atrair estudantes dos concelhos vizinhos. Este será, sem dúvida alguma, um passo essencial na competitividade e no desenvolvimento do nosso Concelho.
A celebração deste Protocolo vem, também, reafirmar a imagem que Paços de Ferreira conseguiu criar e cimentar de um Concelho dinamizador, empreendedor e jovem nos seus objectivos. Esta imagem é, numa altura de crise económica, cada vez mais importante para que a nossa região possa enfrentar os desafios deste momento e criar condições para que a nossa população possa sofrer o menos possível no presente e preparar um futuro de sucesso.
Os investimentos conseguidos nos últimos anos para Paços de Ferreira e, creio eu, até a celebração deste Protocolo, só são possíveis porque tem havido um esforço de inovação, desenvolvimento e um certo arrojo, que cria a convicção nos actores económicos de que este é um Concelho onde vale a pena investir.
No entanto, há quem não perceba a importância de afirmar o que de positivo tem o nosso Concelho. Os objectivos políticos sobrepõem-se aos interesses da nossa Comunidade. Denegrir o nosso Concelho vale a pena, se tal garantir mais votos…
O Partido Socialista veio comentar a celebração deste Protocolo histórico, dizendo que o Presidente da Câmara nada fez para instalar a Universidade Católica em Paços de Ferreira há quinze anos atrás.
Vale, no entanto, a pena lembrar que há sonhos, como este de permitir que os jovens pacenses possam ter acesso ao ensino superior público na sua própria terra, que demoram a concretizar-se. Mas há quem não desista e continue a lutar pela sua terra. Com a força de vontade e a perseverança de alguns, Paços de Ferreira vai ter Ensino Superior PÚBLICO, acessível a todos, e não apenas a quem pode pagar (como aconteceria com a Universidade Católica).
A luta política não pode consistir apenas na crítica destrutiva e pessoal, e alhear-se completamente dos interesses daqueles que visa servir. Denegrir, criticar por criticar, sem ser capaz de apresentar propostas credíveis e exequíveis, não é fazer política.
Está na altura de todos percebermos que a luta política se faz pelo Concelho, e não à custa dele. E de reflectirmos muito bem sobre tudo o que lemos na comunicação social ou ouvimos de outras pessoas, de forma a podermos separar a verdade de tudo o resto que tem vindo a ser utilizado para desviar a nossa atenção do que é verdadeiramente essencial.
Joana Torres


